segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Saco de Ossos - Stephen King



Todos sabem que eu amo o Stephen, sabem que aprecio muito sua escrita e que a loucura de seus filmes me agrada demais.

Saco de Ossos é um livro que estava querendo ler há muito tempo, mas muito tempo mesmo e depois que eu soube que fizeram uma minissérie, fiquei mais ansiosa para conhecer.

Comecei a ler e amei o começo, a história de um escritor famoso, casado, que possui uma cabana onde costuma passar as férias, até aí tudo ótimo.

Sua esposa, certo dia enquanto atravessava a rua se assustou, algum vaso se rompeu em seu cérebro e ela caiu morta de cara no asfalto fervente de um dia de verão.

O desenrolar da história vai bem, a voz de Jo que ele continua escutando dando conselhos e advertências para ele, o processo do luto, o funeral, a casa vazia e a descoberta de que Johanna estava grávida só contribui para nos deixar com pena por Mike Noonan.

Depois de 4 anos da morte de Jo, Mike ainda está no período de luto e o que nunca deveria acontecer acontece. Ele simplesmente não consegue mais escrever e para um profissional da escrita isto nunca deveria acontecer. Por sorte ele possui alguns manuscritos em um cofre, o que o ajuda muito durante este tempo, pois ele tem exatamente a quantidade necessária de manuscritos para suprir seu bloqueio literário sem que ninguém perceba e com isto seus livros continuam sendo publicados periodicamente, deixando a editora feliz por ele estar cumprindo com sua obrigação.

Ele desenvolve uma certa repulsa por escrever, todas as vezes em que senta no computador e abre o word é como se o seu estômago se revirasse e ele acaba esvaziando todo o seu conteúdo no cesto de lixo. Fica nervoso, com palpitações, falta de ar e parece que vai morrer, será que nosso Mike continuará assim para sempre? Logo, surge uma idéia que a princípio não o agrada muito, mas pode dar certo. Estava conversando com o seu editor que o pressiona pelo livro novo, 80% concluído antes da morte de Jo e que não saia mais do lugar. Ele vai até Sara Laughs, a casa de veraneio deles em Dark Score Lake para tentar escrever e nesta parte da história que tudo começa a acontecer de fato.

Mike descobre que Sara Laughs é assombrada não por um, mas por vários fantasmas. Fantasmas que mexem com as coisas a sua volta, que tocam o sino pendurado no pescoço de Bunter, o alce americano que fica sobre a lareira da sala, que penetram em seus sonhos, que deixam mensagens escritas com as letras de plástico na geladeira como se fosse um tabuleiro ouija.

Mas por pior que tudo possa parecer, é exatamente neste cenário de horror, onde ele acorda com o choro de criança e com gritos aterrorizados de Jo pela casa, que ele consegue voltar a escrever.

No meio da trama me perdi um pouco, achei meio confuso e cansativo a parte que ele descreve os antigos moradores, Sara Tidwell que apesar de ter sua banda e todos conhecerem suas músicas, nunca chegou a gravá-las. As partes que fala da rodovia e quando Devore aparece em seus sonhos que na verdade faz parte da realidade, achei meio chato, mas são coisas loucas de King rs...

Eu gostei muito do livro. Fiquei penalizada com o que aconteceu com Mattie, meu coração ficou apertadinho apertadinho por conta da Kia, mas no final gostei muito do desfecho.

É claro que existem mil reviravoltas na trama, as partes que descrevem os fantasmas que habitam na casa são muitas, os sonhos dele também são constantes então nesta história o que mais tem é enredo. Gostei muito é claro, mas não é um dos prediletos, acho que esperei demais kkkkk tirem suas próprias conclusões.


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Uma xícara de café!



Recebi este texto pelo whats do meu grupo da época da faculdade e achei interessantíssimo compartilhar ;)



“Um grupo de profissionais, todos vencedores em suas respectivas carreiras, reuniu-se para visitar seu antigo professor.

Logo a conversa parou nas queixas intermináveis sobre stress no trabalho, e na vida em geral.

O professor ofereceu café. Foi para a cozinha e voltou com um grande bule e uma variedade das melhores xícaras: de porcelana, plástico, vidro, cristal...

Algumas simples e baratas, outras decoradas, outras caras, outras muito exóticas...

Ele disse:

— Pessoal, escolham suas xícaras e sirvam-se de um pouco de café fresco.

Quando todos o fizeram, o velho mestre limpou a garganta, calma e pacientemente conversou com o grupo:

— Como puderam notar, imediatamente as mais belas xícaras foram escolhidas, e as mais simples e baratas ficaram por último. Isso é natural, porque todo mundo prefere o melhor para si mesmo. Mas essa é a causa de muitos problemas relacionados com os que vocês chamam de “stress”.

Ele continuou:

— Eu asseguro que nenhuma dessas xícaras acrescentou qualidade ao café. Na verdade, o recipiente apenas disfarça ou mostra a bebida.

O que vocês queriam era café, não as xícaras, mas instintivamente quiseram pegar as melhores.

Eles começaram a olhar para as xícaras, uns dos outros.

Agora pense nisso: 

A vida é o café. 

Trabalho, dinheiro, status, popularidade, beleza, relacionamentos, entre outros, são apenas recipientes que dão forma e suporte à vida.

O tipo de xícara que temos não pode definir nem alterar a qualidade da vida que recebemos.

Muitas vezes nos concentramos apenas em escolher a melhor xícara, esquecendo de apreciar o café!

As pessoas mais felizes não são as que têm o melhor, mas as que fazem o melhor com tudo o que têm!

Então se lembrem:

Vivam simplesmente. Sejam generosos. Sejam solidários e atenciosos. Falem com bondade.

O resto deixem nas mãos do Criador Eterno, porque a pessoa mais rica não é a que mais tem, mas a que menos precisa.

Agora desfrutem o seu café!”


O texto acima é para que todos reflitam suas vidas e seus comportamentos. Que não nos falte café em 2017!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Uma curva no tempo - Dani Atkins



Tive algumas teorias em determinada parte da narrativa, absorvi tudo avidamente para enfim entender a história e fiquei feliz e extremamente triste com o desfecho.

Este livro tocou-me de uma forma que não consigo explicar, talvez por querer que algo na minha vida acontecesse como na vida de Rachel e surgisse uma segunda alternativa para mim, como uma fenda, sabe continuum espaço-tempo?

Fiquei e fico imaginando se algo tão bom pudesse acontecer, acordaria deste pesadelo e viveria em uma realidade paralela...

Nossa heroína sofre um acidente aos 18 anos com sua turma de amigos e é salva por seu melhor amigo que acaba perdendo sua vida, ela vive com um grande sentimento de culpa por Jimmy ter feito o que fez, mas ele sacrificou-se por amor e demorou muito tempo para que ela entendesse e aceitasse este fato.

Cinco anos mais tarde, ela se encontra na difícil decisão de voltar à sua antiga casa para festejar o casamento de sua melhor amiga Sarah, onde toda a turma estará presente com exceção de Jimmy.

Rever o ex-namorado da adolescência que a traiu com a “amiga” traz um pouco das lembranças daquela triste época, mas o que mais dói é a falta de Jimmy no meio deles.

Como num passe de mágica, depois de uma fortíssima dor de cabeça que a faz perder os sentidos sobre a sepultura de Jimmy é que sua vida ganha sentido, um sentido meio estranho, com lacunas em branco, mas um sentido como nunca houvera antes.

Acordar no hospital e ouvir a voz de Jimmy real, viva e cristalina em seus ouvidos é um sonho. Fazer parte desta realidade é um fato.

Nada é o que parece ser para Rachel que tem informações de sua outra vida, aquela em que ela não fez jornalismo, não está mais com Matt e possui uma cicatriz na face que desce da testa até a bochecha. Na sua vida atual ela trabalha em uma revista famosa, está noiva de Matt e Jimmy está vivo e lindo e seu pai não está doente com câncer... Como assim? É um sonho?

E em meio a desencontros, rompimentos, descobertas e lapsos de memória, Rachel começa a montar a continuação de sua vida ao ser diagnosticada com amnésia, a perda de cinco anos de sua vida deixa espaços enormes e ela junto com Jimmy está disposta a desvendar.

O fim não poderia ser mais perfeito, se não fosse triste o suficiente para triturar meu coração e me fazer lembrar de algo tão similar.

Uma curva no tempo é um livro lindo, delicioso de ler e que nos faz pensar e refletir nas coisas que realmente importam e deixar de lado as que não importam.

Fiquei com o coração apertado e com uma vontade imensa de chorar, mas com certeza este livro entrou para a lista dos meus preferidos.

Recomendadíssimo!!!