segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Uma curva no tempo - Dani Atkins



Tive algumas teorias em determinada parte da narrativa, absorvi tudo avidamente para enfim entender a história e fiquei feliz e extremamente triste com o desfecho.

Este livro tocou-me de uma forma que não consigo explicar, talvez por querer que algo na minha vida acontecesse como na vida de Rachel e surgisse uma segunda alternativa para mim, como uma fenda, sabe continuum espaço-tempo?

Fiquei e fico imaginando se algo tão bom pudesse acontecer, acordaria deste pesadelo e viveria em uma realidade paralela...

Nossa heroína sofre um acidente aos 18 anos com sua turma de amigos e é salva por seu melhor amigo que acaba perdendo sua vida, ela vive com um grande sentimento de culpa por Jimmy ter feito o que fez, mas ele sacrificou-se por amor e demorou muito tempo para que ela entendesse e aceitasse este fato.

Cinco anos mais tarde, ela se encontra na difícil decisão de voltar à sua antiga casa para festejar o casamento de sua melhor amiga Sarah, onde toda a turma estará presente com exceção de Jimmy.

Rever o ex-namorado da adolescência que a traiu com a “amiga” traz um pouco das lembranças daquela triste época, mas o que mais dói é a falta de Jimmy no meio deles.

Como num passe de mágica, depois de uma fortíssima dor de cabeça que a faz perder os sentidos sobre a sepultura de Jimmy é que sua vida ganha sentido, um sentido meio estranho, com lacunas em branco, mas um sentido como nunca houvera antes.

Acordar no hospital e ouvir a voz de Jimmy real, viva e cristalina em seus ouvidos é um sonho. Fazer parte desta realidade é um fato.

Nada é o que parece ser para Rachel que tem informações de sua outra vida, aquela em que ela não fez jornalismo, não está mais com Matt e possui uma cicatriz na face que desce da testa até a bochecha. Na sua vida atual ela trabalha em uma revista famosa, está noiva de Matt e Jimmy está vivo e lindo e seu pai não está doente com câncer... Como assim? É um sonho?

E em meio a desencontros, rompimentos, descobertas e lapsos de memória, Rachel começa a montar a continuação de sua vida ao ser diagnosticada com amnésia, a perda de cinco anos de sua vida deixa espaços enormes e ela junto com Jimmy está disposta a desvendar.

O fim não poderia ser mais perfeito, se não fosse triste o suficiente para triturar meu coração e me fazer lembrar de algo tão similar.

Uma curva no tempo é um livro lindo, delicioso de ler e que nos faz pensar e refletir nas coisas que realmente importam e deixar de lado as que não importam.

Fiquei com o coração apertado e com uma vontade imensa de chorar, mas com certeza este livro entrou para a lista dos meus preferidos.

Recomendadíssimo!!!