Quem gosta de escutar causos? Histórias que as pessoas nos contam, que escutaram de um compadre, de um vizinho, avô, ou, até mesmo que escutou alguém comentar.
Quando eu estava na faculdade, trabalhei como atendente de telefone em um órgão público durante cinco anos. Era muito divertido, todos estagiários do curso de pedagogia e letras. Nos primeiros anos quase não haviam ligações no período da manhã, horário que eu trabalhava, então tínhamos muito tempo livre para conversar, jogar stop, comer e quaisquer coisas mais que desse na telha, afinal de contas, as ligações só começavam depois das 11h00.
Acabei de lembrar que nas nossas horas vagas, a Paola chegava a passar creme nos cabelos, em dias frios, quase na hora de irmos embora e colocava a touca de lã, dizendo que era só lavar quando chegasse em casa, já a Daly enquanto tomava sol deitada no sofá encostado na janela, tirava as cutículas e lixava as unhas.
Tenho inúmeras histórias deste teor para contar, mas agora, vou contar o causo que o Márcio me contou e que eu fiquei bem interessada e curiosa. Ele disse que o irmão dele mora em Minas Gerais, em um sítio afastado, desses que para chegar, você passa por estradas de terra. Ele contou que sempre, eu disse SEMPRE que ele vai visitá-lo, em determinado trecho do caminho surge na frente do carro um homem montado à cavalo, vestido com rouspas escuras, de chapéu e que anda devagar, imepdindo que o motorista ultrapasse.
O mais estranho é que se o motorista tenta ultrapassar pela direita, o cavaleiro também vai para a direita, se o motorista tenta a esquerda, o mesmo acontece. Ele disse que não adianta businar, chamar, piscar os faróis, o cavaleiro em seu cavalo não muda o ritmo, não olha para trás e não permite a passagem, apenas caminha lentamente como se estivesse indicando o local, uma espécie de companhia pela estrada escura de terra.
O mais estranho, como se todo o quadro já não o fosse, vem agora: assim como o cavaleiro aparece, ele some, mas o mais sinistro é que ele desaparece exatamente na porteira que leva ao sítio do irmão dele, então, ele desce do carro, abre a porteira, entra com o carro e fim da história.
Perguntei se ele não sentia medo e ele simplesmente disse que não mais, que isso acontece todas as vezes e com todos que transitam por aquela estrada naquele trecho, que acabou se acostumando com a situação, mas que por precaução, agora prefere ir durante o dia, eviatndo a escuridão, já que a estrada não possui iluminação.
Agora me contem, vocês teriam o mesmo sangue frio que o Márcio? Conte nos comentários se você já passou por algo parecido, ou, conhece alguém que tenha passado, vou adorar conhecer sua história!






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