quinta-feira, 23 de julho de 2026

Ventos de Mudança

Aproveitei o título de um conto meu, que saiu na Antologia "Amores de um Outono" da Editora Illuminare... Faz alguns anos já, prometo que deixarei o conto aqui para que conheçam na próxima postagem.

Sobre as mudanças, este ano de 2026 foi bem movimentado, meu cachorro de 13 anos e meio,  faleceu em abril, no domingo de Páscoa, dia 05, que dor lancinante. Choro até hoje, o que posso fazer?

Assisti algumas aulas gratuitas de ilustração para livros infantis e fiquei muito interessada em aperfeiçoar os meus desenhos. Sempre gostei de desenhar e eu desenhava bem, mas com a correria de trabalho, faculdade, responsabilidades, o desenho foi esquecido, mas como agora tenho tempo, quero me dedicar ao desenho, fazer um bom curso e mergulhar de cabeça, farei desenhos maravilhosos, coloridos e divertidos e os venderei, também poderei participar de parecrias, porque não? Receber encomendas e viver fazendo uma das coisas de que eu gosto muito.

Hoje minha meta será: depois de passar na casa da minha irmã e irmos à feira comer pastel, comprarei um caderno simples de desenho, coisa que não tenho desde o ensino fundamental II eu acho, só sei que faz anos que não seguro um caderno destes em minhas mãos. Hoje, comprarei o meu e começarei a desenhar aleatoriamente, criar desenhos e descobrir como será a minha marca, como será o diferencial dos meus desenhos, estou louca para começar e postar lá no instagram, por favor, passem por lá para deixar comentários!

Por conta da morte do Loki, tive mais liberdade para poder sair e dormir fora, já que só éramos nós e o Thor, meu jabuti. O Thor eu o carrego para lá e para cá, já o Loki não deixava nem colocar a coleira, ele  era bravo e me mordia rs... Então, como desde abril tenho asas para voar, minha semana mudou totalmente de ritmo, na maioria das vezes volto para minha casa na segunda/terça e volto a sair na quinta/sexta ficando em casa no máximo dois a três dias, eu sei, muita correria, mas estou amando.

Fiquei noiva este mês de julho, no dia 11 mais especificamente, não consigo parar de olhar para a minha mão, me contem, vocês aí que estão noivas, ou já são casadas, também passaram por esta fase?

Muitas mudanças, certo? Querem mais uma? Estarei me mudando logo em breve, a casa nova está uma graça, sabe aquele cheirinho de tinta? Pois então, adoro!

É, 2026 veio com mudanças para melhor, só o Loki que poderia ter ficado comigo mais alguns muitos anos, não que eu o tenha substiituído, mas meu noivo tem um Jack Russel Terrier chamado Hércules que me adora, ele enche meu coração de alegria e conforto, talvez seja por este motivo que só choro pelo Loki quando estou sozinha em casa, mas estou muito feliz e grata por tantas bençãos na minha vida!

Me contem nos comentários quais as mudanças que tiveram até agora em 2026, vamos compartilhar e sermos gratas por elas!



terça-feira, 21 de julho de 2026

Vamos falar sobre Mau-caratismo

Eu sempre dei muito valor para boas amizades. Amizades verdadeiras mesmo, dessas em que você pode confiar de olhos fechados, sabe?

Pois então, eu estava enganada quanto a uma amizade de quinze anos que ruiu em questão de meses, tudo por conta do mau-caratismo da pessoa. Vou explicar melhor...

Não é porque você é amigo que o outro pode pintar e bordar, certo? Mesmo nas amizades precisa existir respeito e limites, certo? Esta pessoa talvez tenha esquecido do respeito e do limite. Sei também que não devemos jogar na cara o que fizemos, mas quando você ajuda o outro, se dispondo a ir na casa dele na madrugada porque ele está com crise de depressão e para que ele não faça algo contra si mesmo, você sai no meio da noite correndo para fazer companhia, mesmo que no dia seguinte acorde às 05h00 da manhã para ir trabalhar, esperava um pouco de bom senso, companheirismo, boa índole e claro, palavra. Não obtive nada, apenas mentiras, descaso, falta de empatia, falta de temor a Deus, falta de limites, frieza e mais outras coisinhas. Além de tudo isso, me contratou para trabalhar na empresa dele e nunca me pagou, mas eu relevava, esperava e ele pagava os outros funcionários e eu que era amiga e estive presente nos piores momentos da vida dele, como morte das cachorras, da mãe e separação da esposa, não foi levado nada em consideração. 

Se estou chateada? Sim, chateada, irritada e com a sensação de que perdi quinze anos com uma amizade que não me valorizou assim como eu a valorizei.

Enfim, na vida precisamos aprender cedo quem se importa conosco e quem se importa consigo mesmo.

Agora, me contem, já se decepcionaram com alguém?



quinta-feira, 11 de junho de 2026

O Homem na Estrada

Quem gosta de escutar causos? Histórias que as pessoas nos contam, que escutaram de um compadre, de um vizinho, avô, ou, até mesmo que escutou alguém comentar.

Quando eu estava na faculdade, trabalhei como atendente de telefone em um órgão público durante cinco anos. Era muito divertido, todos estagiários do curso de pedagogia e letras. Nos primeiros anos quase não haviam ligações no período da manhã, horário que eu trabalhava, então tínhamos muito tempo livre para conversar, jogar stop, comer e quaisquer coisas mais que desse na telha, afinal de contas, as ligações só começavam depois das 11h00.

Acabei de lembrar que nas nossas horas vagas, a Paola chegava a passar creme nos cabelos, em dias frios, quase na hora de irmos embora e colocava a touca de lã, dizendo que era só lavar quando chegasse em casa, já a Daly enquanto tomava sol deitada no sofá encostado na janela, tirava as cutículas e lixava as unhas.

Tenho inúmeras histórias deste teor para contar, mas agora, vou contar o causo que o Márcio me contou e que eu fiquei bem interessada e curiosa. Ele disse que o irmão dele mora em Minas Gerais, em um sítio afastado, desses que para chegar, você passa por estradas de terra. Ele contou que sempre, eu disse SEMPRE que ele vai visitá-lo, em determinado trecho do caminho surge na frente do carro um homem montado à cavalo, vestido com rouspas escuras, de chapéu e que anda devagar, imepdindo que o motorista  ultrapasse.

O mais estranho é  que se o motorista tenta ultrapassar pela direita, o cavaleiro também vai para a direita, se o motorista tenta a esquerda, o mesmo acontece. Ele disse que não adianta businar, chamar, piscar os faróis, o cavaleiro em seu cavalo não muda o ritmo, não olha para trás e não permite a passagem, apenas caminha lentamente como se estivesse indicando o local, uma espécie de companhia pela estrada escura de terra.

O mais estranho, como se todo o quadro já não o fosse, vem agora: assim como o cavaleiro aparece, ele some, mas o mais sinistro é que ele desaparece exatamente na porteira que leva ao sítio do irmão dele, então, ele desce do carro, abre a porteira, entra com o carro e fim da história.

Perguntei se ele não sentia medo e ele simplesmente disse que não mais, que isso acontece todas as vezes e com todos que transitam por aquela estrada naquele trecho, que acabou se acostumando com a situação, mas que por precaução, agora prefere ir durante o dia, eviatndo a escuridão, já que a estrada não possui iluminação.

Agora me contem, vocês teriam o mesmo sangue frio que o Márcio? Conte nos comentários se você já passou por algo parecido, ou, conhece alguém que tenha passado, vou adorar conhecer sua história!




quarta-feira, 10 de junho de 2026

O Salgueiro Choroso

Resolvi escrever um conto em partes. Na realidade ele já está escrito há uns 2 anos, ou um pouquinho mais, porém, lembrei dele segunda-feira e aqui está, vou mostrá-lo para vocês, minha grande dúvida é saber se vocês querem ler, porque assim verei quais os dias que ele será postado para manter o ritmo e vocês não perderem nadinha.

Então vamos combinar algo. Se vocês comentarem que querem continuar a leitura, eu continuo postando as partes restantes, o que acham?


O Salgueiro Choroso

Debaixo daquele velho salgueiro choroso vejo a vida se desenrolar. São pequenos rasgos da realidade, porções mínimas de algo corriqueiro que acontece e ninguém percebe, ou, não presta atenção porque tudo a nossa volta é tão corrido que não temos mais tempo para apreciar as pequenas coisas, os sabores, as cores.

Naquele salgueiro choroso, da minha janela, ou, da cadeira de balanço em minha varanda de vidro, vejo a vida acontecer, já presenciei pedidos de casamentos lindos, ternos, apaixonados, já vi namoros começarem, brigas nascerem, discussões acaloradas emergirem e esvanecerem no mesmo instante em que um baixa a guarda e o outro pede desculpas... 

O grande prazer da vida, as conquistas, derrotas, fracassos, vitórias... Tudo isso eu vi ali, debaixo daquele salgueiro choroso, no banco de madeira pintado de branco que ali repousa há décadas.


Lembro de uma vez, há muitos anos, havia um rapaz passando por ali, e havia uma linda moça sentada naquele mesmo banco, ela estava com a cabeça baixa, o olhar meio perdido, havia tristeza em seu semblante e havia falta de esperança também. 


O rapaz, logo que percebeu passou devagar, olhando a moça com cuidado, estudando se podia se aproximar, ou, se seria uma falta de respeito adentrar em sua área de reflexão. Ele passou direto, foi até a esquina e por lá ficou alguns instantes, foi rápido, voltou no mesmo passo, devagar e reflexivo e parou em frente a moça. Esta o olhou meio sem entender e deu um breve sorriso, o sorriso mais meigo e doce que aquele rapaz tinha visto em sua vida. Ele também sorriu e lhe ofereceu uma margarida, arrancada dali, daquela esquina, do jardim de uma senhorinha idosa muito amável que toda a tarde molhava suas plantas com a mangueira e deixava exalar aquele maravilhoso cheiro de terra molhada que enchia todo aquele lugar.



Continua...

PS: Querem a próxima parte? Comentem aqui embaixo 👇








domingo, 5 de abril de 2026

Loki 24/10/2012 - 05/04/2026

Agora, eu lavei o último xixi.

Lavei o comedouro e o bebedouro pela última vez.

Hoje, ele não tomou a penúltima dose do xarope e nem pulou na minha cama e deitou encostado em mim, encostando o seu focinho no meu nariz, me desejando bom dia, pronto para correr até a porta para ir fazer xixi.

Não haverá mais florzinhas das patinhas dele no piso da cozinha, vindo do quintal lavado...

Não mais.

Meu bebê faria 14 anos dia 24 de outubro.

Os brinquedos, hoje, estão arrumados e a dor da ausência é gigante.

Loki foi meu companheiro por mais de uma década e sou imensamente grata por tanto amor e carinho compartilhados.

Hoje, ele não deitará comigo no colchão na sala para assistir filmes. Hoje, estarei sozinha.



segunda-feira, 2 de março de 2026

Sábado, bolo e fofocas!

Sábado dia 28 foi o último dia do mês de fevereiro, mês que não esteve tão quente quanto dezembro, mas que mesmo assim houve temperaturas bem altas. Eu, prefiro o outono e inverno, mais fresco, mais aconchegante, me dá mais ânimo para andar grandes distâncias, enfim, fico super animada em dias frios e cinzentos.

Na sexta-feira, dia 27 teria sido o aniversário de 83 anos da minha mãe, se ela não tivesse morrido em 2022 aos 79 anos.

Também no dia 23 de fevereiro foi o aniversário do meu irmão e como a minha prima queria vê-lo, minha irmã resolveu cortar o bolo no sábado, assim ele estaria na casa dela e a minha prima poderia nos ver a todos, porque é claro, eu estaria lá também!

Foi muito bom, conversamos, rimos, vimos fotos e ficamos sabendo de vizinhos (porque moramos por uns anos na casa da minha tia) que já morreram, matamos a saudade e nos empanturramos de salgados e um bolo maravilhoso recheado com doce de leite e ameixa, que é o meu recheio preferido!!!

Eu inocente, pensei que estaria em casa às 18h30 no máximo, mas acabei chegando às 20h20, cansada, com o estômago estufado e com a consciência pesada por ter deixado o Loki sozinho, trancado dentro de casa, (tem uma vizinha que fala que ele late muito, mas quem late é o cachorro da amiga dela) mas eu deixei a TV ligada passando mais de 3 horas do desenho do pica-pau para ele escutar barulho e não se sentir tão sozinho.

Que uma coisa fique muito clara: NUNCA, eu disse NUNCA deixo o Loki com o portão da porta (grade) fechado quando saio, ele sempre fica aberto para ele sair no quintal e fazer xixi, mas a doida (vizinha) estava em casa justo no sábado e para evitar atrito, eu deixei o portão de grade fechado. Também nunca deixo a TV ligada, morro de medo de dar um curto e pegar fogo sabe, mas no sábado como minha intenção era deixá-lo apenas 3 horas sozinho fiz isso, mas não recomendo!

Até o chuveiro da minha irmã a minha prima trocou, deu um problema com o novo e precisou colocar o antigo novamente, mas desta vez ele funcionou perfeitamente, agora me conta, quem aqui sabe trocar chuveiro? Eu "sei" de tanto olhar trocarem, mas nunca me arrisquei, morro de medo.

Meu sábado foi excelente, divertido e matei a saudade de estar com a minha prima! E vocês? O que fizeram no sabadão? Passearam? Ficaram em casa assistindo bons filmes? Cochilaram? Me conta nos comentários!






sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Quinta-feira é dia de feira!

Ontem o dia amanheceu chuvoso, escuro, fresco e convidativo para ficar em casa guardadinha... Se eu fiquei em casa? Era a minha intenção, mas não fiquei, quinta-feira é dia de feira, logo... Fui na minha irmã para irmos à feira e depois de almoçarmos resolvemos dar uma passadinha no mercado Sonda, comprar algumas coisas e de quebra tomar um delicioso cappuccino com caramelo que estava perfeito!

Na seção de vinhos, vimos o vinho oficial do Iron Maiden, o Darkest Red (Eddie's Blend), em parceria com a Van Zeller Wine Collection. Inspirado na música "Darkest Hour" do álbum Senjutsu, lindíssimo!!! E o que mais me chamou a atenção foi uma edição limitada de um uísque em que a garrafa é em formato de uma chuteira, perfeito para presentear agora neste ano de Copa do Mundo!

Amo dias cinzas! Minha irmã não gosta, ela é movida pela luz do sol, diz que se sente mais animada e disposta. Eu gosto de dias ensolarados, mas dias nublados para mim, possuem um sabor doce e reconfortante... Vai entender!

Dias escuros, tenho vontade de ler, assistir filmes, ficar deitada, fazer sopa, tomar banho cedo, me agasalhar, me sinto mais disposta e se precisar andar muito, ando sem problema algum, mas em dias quentes, minha bateria fica meio fraca e se eu precisar andar grandes distâncias, não me sinto disposta o suficiente, não é engraçado?

Agora eu fiquei curiosa, e você? Gosta de dias frios e nublados? Qual a primeira coisa que passa na sua cabeça, quando você acorda e vê pela janela, o céu escuro e convidativo para o ócio criativo?



Vou deixar o link AQUI para quem quiser adquirir este mimo!



terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Virose = dor de cabeça por desidratação

 Alguém por aí pegou essa virose que anda nos rondando?

Nossa, sexta-feira passada me senti levemente enjoada depois do almoço, mas era um enjôo chato, constante.

Tomei café a tarde, tomei banho, e fui deitar e na madrugada, 02h00 da madrugada para ser exata, despertei correndo para o banheiro. Foi assim a madrugada inteira, o domingo continuei com enjôo e dor de cabeça, na segunda também e ontem até depois do almoço continuei sentindo esse mal estar, só passou após eu tomar um gatorade, só me senti tão mal desse jeito, quando tive dengue em 2024, cheguei até a cogitar que talvez pudesse estar novamente com dengue, mas graças a Deus foi alarme falso.

Ontem, quando minha irmã me fez ir até ao mercado com ela para comprar o gatorade e eu andar um pouco para respirar um ar fresco (porque eu só estava deitada e cochilava e acordava durante os 4 dias), conversamos com uma mulher no mercado, que nos disse que seu filho pegou esta virose e chegou a ficar internado, acreditam? Tudo por conta da desidratação... Motivo da minha dor de cabeça que nunca ia embora...

Hoje, estou tão renovada, que limpei a casa, lavei roupa, quintal e almocei perfeitamente normal!

Me conte, alguém também pegou essa virose horrível? Comenta aqui para eu não me sentir tão só kkkkk



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Água Fresca para as Flores - Valérie Perrin

Finalmente comecei a ler Água Fresca para as Flores ontem... Sério, estava na minha lista gigantesca e eu definitivamente comecei a ler.

A história é incrível, pelo menos até a página em que eu parei a leitura, um pequeno detalhe é que só consegui ler por estar em meu kindle, e graças a tecnologia, poder aumentar as letras, já que acidentalmente eu quebrei o meu óculos, próximo a perna direita,..

Água Fresca para as Flores, fala sobre o luto, nossa protagonista Violette é a feliz zeladora de um cemitério há 20 anos e ama cada cantinho daquele lugar, ela cuida de tudo com muito carinho, atenção e respeito, as pessoas vão até a casa dela, que fica dentro do cemitério e lhe dão presentes, conversam, tomam xícaras de café entre lágrimas e lembranças, é um lugar acolhedor e curador, se é que esta palavra existe rs...

No momento estou saboreando a história, conhecendo personagens novos, situações inesperadas e flashbacks de nossa querida Violette.

Não sei o que me aguarda nas próximas páginas, estou super curiosa para descobrir e por falar nisso, alguém aí do outro lado disposto a mergulhar nesta aventura junto comigo? Podemos ler e trocar idéias aqui nos comentários abaixo, o que acham? Dispostos a conhecer mais sobre a Violette e seu cemitério?



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A Mulher que Escreve Seu Nome na Parede - Lenda Urbana

Se você acordar às 03h17 da manhã, não acenda a luz imediatamente. Primeiro, olhe para a parede.

Dizem que em algumas casas antigas surge, durante a madrugada, um nome escrito como se fosse arranhado no reboco. Sempre o mesmo padrão: letras tortas, irregulares… Como se alguém tivesse escrito no escuro. O problema não é o nome. O problema é quando o nome é o seu.

Uma jovem em Curitiba conta que acordava sempre no mesmo horário com a sensação de que alguém estava parado no quarto. Nunca via nada. Mas certa noite, decidiu verificar. Seu nome estava na parede. Ela pensou ser uma brincadeira cruel. Pintou por cima. Na noite seguinte, o nome voltou. Maior. Na terceira noite, havia uma frase abaixo:

“VOCÊ JÁ SABE QUE EU ESTOU AQUI.”

Ela se mudou no dia seguinte. O novo morador nunca ficou mais de uma semana. Porque, segundo vizinhos, o nome muda conforme quem dorme no quarto.

Agora eu preciso te perguntar… Se você acordar hoje às 03h17… Teria coragem de olhar?

Para te ajudar, deixarei aqui uma iluminação noturna para você ler aquele livro de terror psicológico ou coleção de contos sombrios... No escuro, tá bom?

E me conte nos comentários: você já acordou sempre no mesmo horário sem motivo?



terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A Casa que Sobra - Lia Cavaliera

"Dedicado a todos que saem do quarto de madrugada".

A primeira impressão é a que fica, certo? E com esta dedicação, tenho certeza que te deixou curioso, assim como aconteceu comigo.

O conto começa com um relato em primeira pessoa, nosso personagem é de uma cidade supersticiosa no interior do Pará.

Anos atrás, precisamente há 50, houve uma chuva torrencial, a qual elevou o nível do rio que abastecia a área onde estavam localizadas as três vilas ribeirinhas mais próximas. As casas de madeira foram levadas pelos ventos, restando apenas três lugares: as casas que sobraram. Em uma delas os moradores não sobreviveram, a segunda sempre esteve abandonada e a terceira... Bem, a terceira é o local aonde tudo acontece. Para variar, essas três casas ganharam fama de amaldiçoadas e a família  sobrevivente, ganhou fama de haver feito um pacto com algum ser.

O inusitado é que toda a família morou ali, geração após geração e em 1984, quando nosso personagem estava com treze anos, sua avó faleceu. Foi tudo muito rápido e sem velório, apenas a família, o padre e o coveiro.

Vó Inocência Assunção tinha hábitos estranhos. Nunca estava em paz, sempre olhando para os lados como se procurasse algo. Não saia de casa antes mesmo de nosso personagem nascer e de maneira alguma saia de seu quarto na madrugada. A família a escutava gritar, arranhar e bater na parede de seu quarto, todas as noites. 

Assim que voltaram do enterro, as esquisitices começaram. Já mesmo no caminho para casa, ao encontrarem as pessoas que circulavam pela rua, eram cumprimentados com um aceno de cabeça de forma quase solene e nosso personagem demorou a entender que elas já sabiam o que tinha acontecido com sua avó. Até um cachorro estava latindo sem parar para a casa.

Quando todos já estavam reunidos na sala de estar, sua mãe, que era a filha mais velha, se sentou no lugar que pertencera a sua avó e deu algumas instruções antes de ler uma carta deixada pela falecida. Ela explicou que assim que o mais novo dentre eles que conheceram a avó morresse, seria dado fim aquele ciclo. Disse também que assim que terminasse a leitura, queimariam tudo depois, logo, deveriam prestar muita atenção. A carta começava assim:

"Me perdoem, pois não aguentei. Viver quase trinta anos sendo perseguida foi demais para mim. Escrevo para dar as regras que vocês não deveriam ter de seguir, mas vão, se quiserem viver bem."

A carta continuava, mas deixarei destacados as cinco recomendações:

"1 - Queimem todas as coisas que me pertencem e todas as fotos em que apareço;
2 - Troquem todas as portas e espelhos da casa. Portas abertas são um convite;
3 - Evitem falar no meu nome e se esforcem para esquecer de mim;
4 - Não se mudem até que isso acabe;
5 - Não saiam dos quartos após a meia noite. Não importa o que aconteça, até que o sol esteja no céu, nenhum de vocês deve andar pela casa. Não usem cadeados, pois deve ser uma questão de escolha."

A carta continuava, agora explicando o motivo destas cinco recomendações. Ao término, se dividiram em grupos e foram colocar em prática tudo o que deveria ser feito.

Este conto de terror psicológico crescente vai nos deixando a par de toda a situação. Existem segredos de família, descrença, curiosidade e rebeldia... Porque não poder sair do quarto depois da meia-noite?

O fato é que não se sabe o que aconteceu nesta casa, se foi mesmo após a forte tempestade, ou, se já acontecia antes.

Meu conselho para você que chegou até aqui: leia o conto, tenho certeza que irá gostar e pensará duas vezes antes de sair de seu quarto na madrugada para ir ao banheiro, ou, beber um copo d'água.

Quer saber como a história termina? Compre AQUI o seu e-Book.







quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Pendências...

Quando um homem estranho se mudou para a velha casa da vizinhança, ninguém imaginava que aquela rua nunca mais seria a mesma.

Ele era pálido, silencioso, chegava tarde da noite e nunca levantava a cabeça.

A casa em que vivia permanecia sempre escura, sem vida, como se o tempo não passasse ali dentro. Até que um grupo de crianças decidiu invadir o quintal daquela residência misteriosa para recuperar uma bola perdida. Lá dentro, encontraram muito mais do que esperavam:

*Uma mulher lavando roupas que desapareceu misteriosamente
*Um tanque antigo que parecia abandonado há décadas
*Uma garotinha em um balanço, cantando e sorrindo
*Um aviso que gelou o sangue de todos:

"Quando papai chegar, ele vai acertar as pendências".

Dias depois, alguém bateu na porta da casa de Juquinha.
E o medo mostrou que algumas visitas não podem ser evitadas...
Principalmente quando vêm cobrar o que foi feito.

Se você gostar de livros de terror, AQUI você encontra alguns livros do Stephen King para se deliciar!




terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Filme: Histórias Cruzadas

Não sei ao certo por onde começar. Talvez eu deva começar pelo dia de ontem... Fui na minha irmã porque iríamos à feira, mas acabamos indo ao açougue e à loja de doces, e no meio do caminho passamos no bazar da igreja que a minha irmã é membro e ela teve um saldo mais positivo do que eu: comprou um macacão preto lindíssimo de cetim por R$ 5,00, 1 gravata roxa por R$ 1,00, 1 par de sapatos vermelho, meio bordô da Vizzano por R$ 6,00 e uma bolsa preta da Moschino por R$ 10,00. Pena que eu não vi estes itens antes dela...

O meu saldo também foi promissor, saí de lá com 3 livros: A Hora da Estrela e Laços de Família da Clarice Lispector e A Marca de uma Lágrima do Pedro Bandeira, cada livro custou R$ 1,00, então, comprei 3 livros por R$ 3,00.

Agora, cheguei ao ponto do meu texto, assisti o filme Histórias Cruzadas, do ano de 2011 e pasmem: só consegui assistir hoje, mas sempre esteve na minha lista...

O filme é baseado no livro A Resposta, de Kathryn Stockett, que se inspirou em empregadas domésticas, entre elas uma brasileira, para contar a história.


Sei que vocês tem dúvidas se o livro é baseado em histórias reais e na realidade ele é uma história ficcional com personagens e tramas inventadas, embora inspiradas em eventos e realidades reais de empregadas negras nos anos 60. 

Eu, simplesmente amei e agora, quero ler o livro, que entrou para a minha pequena lista que não tem fim rs...

Para escolher uma parte preferida do filme, digo que todas são, mas a melhor, sem sombra de dúvida é quando a Minny leva uma torta de chocolate para a Hilly, sem palavras... Pausa para uma boa gargalhada!

O filme em si é maravilhoso, com um elenco contando com Emma Stone, Viola Davis, Octavia Spencer, Jessica Chastain e Bryce Dallas Howard, não poderia ser ruim, apesar de ter sido muito criticado negativamente, mas, dá raiva de como as "patroas" tratam suas empregadas, quando na realidade, a maioria delas foram criadas pelas empregadas, que tanto elas maltratam. A Hilly chega a fazer um projeto de lei, intitulado "Iniciativa de Higiene Doméstica" que aborda a questão de banheiros fora da casa para as empregadas usarem.

O filme fala sobre racismo, pela visão das empregadas domésticas, elas contam histórias que viveram e a Skeeter escreve um livro contando todas estas histórias.

É gratificante ver o desfecho do filme, e não podemos esquecer da Celia Foote, uma pessoa boa, mas renegada pela comunidade, por ser de uma família pobre. Gosto da forma como ela trata a Minny, e do gesto carinhoso dela e de seu marido para com a empregada.

Se você ainda não assistiu, mas creio que já tenha assistido, me conta qual a sua parte favorita. Qual personagem você mais gostou e qual a parte que você mais vibrou, a minha foi a da torta...

Ah, e me conta também se você já leu o livro, eu estou super ansiosa para ler, mas tenho alguns na frente.

Qual filme você me indicaria para eu assistir?