Resolvi escrever um conto em partes. Na realidade ele já está escrito há uns 2 anos, ou um pouquinho mais, porém, lembrei dele segunda-feira e aqui está, vou mostrá-lo para vocês, minha grande dúvida é saber se vocês querem ler, porque assim verei quais os dias que ele será postado para manter o ritmo e vocês não perderem nadinha.
Então vamos combinar algo. Se vocês comentarem que querem continuar a leitura, eu continuo postando as partes restantes, o que acham?
O Salgueiro Choroso
Debaixo daquele velho salgueiro choroso vejo a vida se desenrolar. São pequenos rasgos da realidade, porções mínimas de algo corriqueiro que acontece e ninguém percebe, ou, não presta atenção porque tudo a nossa volta é tão corrido que não temos mais tempo para apreciar as pequenas coisas, os sabores, as cores.
Naquele salgueiro choroso, da minha janela, ou, da cadeira de balanço em minha varanda de vidro, vejo a vida acontecer, já presenciei pedidos de casamentos lindos, ternos, apaixonados, já vi namoros começarem, brigas nascerem, discussões acaloradas emergirem e esvanecerem no mesmo instante em que um baixa a guarda e o outro pede desculpas...
O grande prazer da vida, as conquistas, derrotas, fracassos, vitórias... Tudo isso eu vi ali, debaixo daquele salgueiro choroso, no banco de madeira pintado de branco que ali repousa há décadas.









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