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quarta-feira, 10 de junho de 2026

O Salgueiro Choroso

Resolvi escrever um conto em partes. Na realidade ele já está escrito há uns 2 anos, ou um pouquinho mais, porém, lembrei dele segunda-feira e aqui está, vou mostrá-lo para vocês, minha grande dúvida é saber se vocês querem ler, porque assim verei quais os dias que ele será postado para manter o ritmo e vocês não perderem nadinha.

Então vamos combinar algo. Se vocês comentarem que querem continuar a leitura, eu continuo postando as partes restantes, o que acham?


O Salgueiro Choroso

Debaixo daquele velho salgueiro choroso vejo a vida se desenrolar. São pequenos rasgos da realidade, porções mínimas de algo corriqueiro que acontece e ninguém percebe, ou, não presta atenção porque tudo a nossa volta é tão corrido que não temos mais tempo para apreciar as pequenas coisas, os sabores, as cores.

Naquele salgueiro choroso, da minha janela, ou, da cadeira de balanço em minha varanda de vidro, vejo a vida acontecer, já presenciei pedidos de casamentos lindos, ternos, apaixonados, já vi namoros começarem, brigas nascerem, discussões acaloradas emergirem e esvanecerem no mesmo instante em que um baixa a guarda e o outro pede desculpas... 

O grande prazer da vida, as conquistas, derrotas, fracassos, vitórias... Tudo isso eu vi ali, debaixo daquele salgueiro choroso, no banco de madeira pintado de branco que ali repousa há décadas.


Lembro de uma vez, há muitos anos, havia um rapaz passando por ali, e havia uma linda moça sentada naquele mesmo banco, ela estava com a cabeça baixa, o olhar meio perdido, havia tristeza em seu semblante e havia falta de esperança também. 


O rapaz, logo que percebeu passou devagar, olhando a moça com cuidado, estudando se podia se aproximar, ou, se seria uma falta de respeito adentrar em sua área de reflexão. Ele passou direto, foi até a esquina e por lá ficou alguns instantes, foi rápido, voltou no mesmo passo, devagar e reflexivo e parou em frente a moça. Esta o olhou meio sem entender e deu um breve sorriso, o sorriso mais meigo e doce que aquele rapaz tinha visto em sua vida. Ele também sorriu e lhe ofereceu uma margarida, arrancada dali, daquela esquina, do jardim de uma senhorinha idosa muito amável que toda a tarde molhava suas plantas com a mangueira e deixava exalar aquele maravilhoso cheiro de terra molhada que enchia todo aquele lugar.



Continua...

PS: Querem a próxima parte? Comentem aqui embaixo 👇








segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Vamos falar sobre músicas dos anos 80? Melhor dizendo: músicas que te davam medo...

Sim, músicas dos anos 80 são excelentes, ótimas, mágicas. Nos trazem nostalgia, lembranças de infância com a casa cheia de amigos e primos, tios e avós e pais, mães e irmãos.

Mas não sei se com você era igual, mas comigo era, tinha uma música, uma única música em específico que me dava medo, muito medo, não é estranho? Pode parecer engraçado pensando friamente, mas eu gostava da música e ao mesmo tempo eu tinha medo...

Quem tem medo de uma música? Se você também tinha, deixa aqui nos comentários a sua experiência e qual era a música, para eu não me sentir tão estranha.

A música em questão era do Kid Abelha e os Abóboras Selvagens: Lágrimas e Chuva.

Você deve estar se perguntando, mas como assim?

Eu também não sei, sinceramente não sei, mas eu sentia algo estranho dentro de mim quando ela estava tocando, um medo como se eu estivesse assistindo a um filme de terror...

Aquele começo "Lágrimas e chuva, molham o vidro da janela, mas ninguém me vê" eu pensava, como assim ninguém a vê, ela já morreu e por isso ninguém a vê? Mas eu, com certeza ia muito além na minha imaginação, aqui, nitidamente ela fala que em um dia em que está chovendo, ela está em casa, sozinha, chorando por algo, ou alguém, ninguém a está observando porque ela está só, sem ninguém para compartilhar daquele vazio.

Ela conta que o mundo é muito injusto e se pergunta se existe alguém, ou, um motivo importante que justifique a vida, ou, pelo menos aquele instante em que ela se encontra, sabe... Ela precisa de um socorro, ela quer se agarrar a algo e se questiona se isso realmente existe.

A música é de 1985, do segundo álbum e eu tinha apenas 6 anos, como assim uma criança nesta idade com medo de uma música que nem entendia a letra, fala sério, não é assustador?

Acho que a parte que mais me causava medo era quando ela dizia que ouvia passos enquanto as horas passavam e ninguém sabia o fim daquelas noites de suspense em seu quarto. É aterrorizante se parar para pensar, não é?

Mais aterrorizante é uma criança de 6 anos prestar atenção à letra e sentir medo sem entender o significado profundo das palavras.

Bem, o fato é que continuo gostando da música, mas até hoje, quando ela começa a tocar, lembro da sensação de medo que ela me causava, que a Paula Toller não fique chateada rs...